Trajetória

Clodoaldo sorri segurando pira olímpica e medalhas nas mãos

Carreira em números

5
Jogos Paralímpicos
14
Medalhas Paralímpicas
6
Recordes Mundiais
19
Medalhas Parapan-americanas

Como tudo começou

Primeiras Braçadas

Aos dezesseis anos, logo após sua última cirurgia, Clodoaldo começou a praticar Natação, como sugestão da fisioterapia. Com apenas dois anos de piscina, participou do seu primeiro campeonato brasileiro, conquistando três medalhas de ouro. Em 1999, teve a sua primeira experiência internacional, representando o Brasil no Mundial na Nova Zelândia. No mesmo ano, competiu na primeira edição dos Jogos Para Pan-Americanos, na Cidade do México.

Clodoaldo nada em raia de piscina olímpica

Primeira Paralimpíada

Em 2000, Clodoaldo estreou em Jogos Paralímpicos, em Sydney, o ponto máximo da carreira de um paratleta. O Tubarão não se intimidou com o nível de competitividade, conquistando quatro medalhas, sendo três pratas (100m livre, 4x50m livre e 4x50m medley) e um bronze (50m livre). “Foi a Paralimpíada em que conheci aquele mundo, não havia pressão por resultados. Curti muito a vila, a cidade e os Jogos. E levei 4 medalhas pra casa”, lembra.

Casa da Ópera de Sydney sob céu azul e logo dos Jogos Paralímpicos 2000.
Clodoaldo veste casaco com as cores da bandeira e sorri mostrando duas medalhas, uma em cada mão.

Atenas, 2004: O Divisor de Águas

No berço dos Jogos e do olimpismo, Clodoaldo Silva atingiu uma das mais expressivas marcas da história paralímpica. Foram nada menos que sete medalhas, sendo seis de ouro e uma de prata, superando todas as expectativas. O Tubarão foi ao alto do pódio nas provas 50m livre, 100m livre, 200m livre, 50m borboleta, 150m medley e 4x50m medley. Três anos depois, Clodoaldo conquistou sete ouros nos Jogos Para Pan-Americanos, consolidando-se como ícone do esporte nacional.

“A última medalha de ouro foi a mais especial de todas. Era minha última prova naquela edição, e meus companheiros de equipe ainda não tinham conquistado medalhas. Fiz questão de incentivar a todos, mostrar que era a nossa chance de subir ao pódio. Fizemos mais do que isso, saímos campeões. Naquele dia eu chorei muito”, afirma Clodoaldo Silva.

Clodoaldo de terno segura bandeira do Brasil e sorri em frente a painel da Paraolimpíada de Beijing

Reconhecimento dos Comitês Nacional e Internacional

Em 2005, recebeu do Comitê Olímpico do Brasil o prêmio hour concuor. Honraria dada a quem teve um desempenho excepcional, e que apenas ele, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho receberam. No mesmo ano, recebeu do Comitê Paralímpico Internacional o título de Melhor do Mundo. Tudo que um atleta poderia conquistar.

Jogos Parapan-Americanos

Em três participações em Jogos Parapan-Americanos, conquistou cinco medalhas em 2003 (Mar del Plata), oito em 2007 (Rio de Janeiro) e seis em 2011 (Guadalajara). Nos três Campeonatos Mundiais que disputou, totaliza nove medalhas.

Clodoaldo sorri e faz sinal de positivo dentro da piscina com toca e óculos de natação.

Rio de Janeiro, 2016: A Consagração

Diante de milhares de pessoas no Maracanã (e mais outros milhões assistindo ao vivo!) Clodoaldo teve a honra de acender a pira na Cerimônia de Abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

“Até hoje, não tenho palavras para descrever a sensação daquele dia, debaixo de chuva. E acredito que não terei. Foi com certeza o momento mais marcante em 20 anos de natação! Mais do que qualquer medalha”, declarou.

Clodoaldo subiu as rampas da plataforma onde estava a pira, a acendeu e ergueu a tocha para o mundo. “Literalmente ateei fogo no Maracanã”, brinca.

Nas competições, conquistou a prata no revezamento misto 4x50m livre. Por ter tornado público que aquela seria sua última Paralimpíada, seus companheiros de Seleção prepararam uma surpresa. O presentearam com uma mascote dos Jogos assinado por todos os atletas e uma volta de honra no Estádio Aquático, saudado por toda a delegação e pelo público. Um momento mais do que especial e justo, para alguém que abriu as portas do esporte adaptado e mostrou seu valor.

Clodoaldo acende pira paralímpica. Rio 2016, Jogos Paralímpicos.

Acendimento da Pira Paralímpica

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